ACONTECEU

JESSIER QUIRINO

Doidos de Juízo

08 e 09 de novembro de 2019

JESSIER QUIRINO

no espetáculo

DOIDOS DE JUÍZO

 

Há quem diga que todo mundo tem um quê de doido. Jessier Quirino, por exemplo, diz de boca própria e animado: “já fui chamado de ‘o doido que escreveu esses versos’, isto, pra meu orgulho e redobrado contentamento. É, sem dúvida, um ótimo  cachê.” 

 

Eis, portanto, o cachê inicial e o título do nosso espetáculo: Doidos de Juízo: uma homenagem à galeria de espíritos iluminados que habitam esse mundão de meu Deus, cada um, a seu modo, cometendo suas doidices.

 

Doido por uma gelada; doido por forró; doido por mulher; doido por cachaça; doido por enterro. Tem também os doidos mais refinados e ousados: doido por música clássica; doido por alpinismo; doido por política que “Deus o livre!”. Sem contar os que gostam de sair doidejando pelo mundo; os que imaginam coisas inverossímeis - doidando com certeza... Pra encurtar a conversa existem aqueles que são doidos e a família não sabe.

 

Quem é doido por conversa antiga, mofada, de preferência sertaneja e que tenha um doido no meio, é Jessier Quirino, que acrescenta e qualifica sua doidice. “O ‘ser doido’ neste caso, refere-se a: dar importância; considerar algo forte; intenso, expressivo, e, porque não dizer necessário pra quem lida com arte.”

 

Se praticar doidice é fazer arte, Quirino sabe, como poucos, recolher as mais bem apanhadas histórias dos doidos de juízo dos brejos, cariris e dos sertões. Essa criaturada de pés no chão, que dão expediente integral e que ocupam seu lugar na tribuna hilariante da vida.

 

Doidos de Juízo é um mergulho em verso e prosa com direito a topada, baque, catabi e escorregão, especialidade máxima dos invencioneiros de porta de farmácia, que Jessier Quirino sabe tão bem representar.

 

Para somar força declamatória, o poeta conta com a munganga sonora de três parceiros de andanças, que fazem a cama musical e a somatória é ganho certo.

 

Pra fechar o firo, todos do palco são doidos por galinha. Gostam tanto de galinha que arremata o poeta: “vejo a hora a gente se transformar em raposa”.

 

E quem for doido perca o tal recital.

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